Vamos falar sobre a saúde intestinal de nós mulheres?
Publicado em Alimentação, Bem-estar, Dicas
Oi pessoal, tudo bom?
O tema de hoje é um pouco ~constrangedor~ e ainda visto como tabu, mas que tal a gente quebrar essa barreira e discutir um pouco sobre o assunto? Semana passada fui chamada para assistir a uma palestra sobre um novo estudo que fala sobre a saúde intestinal da mulher, aquela coisa chata que muitas vezes escondemos dos outros, e sofremos sozinha, mas que é mais comum do que pensamos. Eu achei muito legal essa pesquisa, e nos revela informações que desconhecemos. O tema é delicado mas precisa de uma certa atenção!
A ausência completa de um mapeamento em escala nacional sobre a saúde intestinal da mulher brasileira foi o ponto de partida para a concepção e o desenvolvimento do Estudo SIM Brasil – Saúde Intestinal da Mulher. Inédito, o trabalho foi realizado com cerca de 3.500 mulheres em dez cidades do país – considerando todas as regiões brasileiras. Esta é a primeira vez que um estudo dessa natureza, conduzido nacionalmente, dimensiona os impactos da condição intestinal na qualidade de vida das mulheres.
Com iniciativa e coordenação da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), em parceria com o Danone Research, o Estudo SIM Brasil faz um detalhamento da saúde intestinal da mulher apontando novas perspectivas quanto ao relevante impacto dos problemas intestinais no dia-a-dia das brasileiras. Além disso, aborda de forma inédita a complexa relação entre os problemas gastrointestinais e os aspectos emocionais e comportamentais.
“Como órgão fundamental para manter o equilíbrio do organismo, o intestino vem sendo considerado o ‘segundo cérebro’, tamanha a sua relevância para a nossa saúde”, comenta o Dr. José Galvão- Alves, Presidente da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG). É no intestino que se origina a maior concentração de serotonina do organismo – cerca de 80% – o que revela sua relação direta com a sensação de bem-estar, ou seja, se você tá mal-humorada gata, pode ser algum problema intestinal! Aposto que vocês não sabiam disso, então parem de culpar a TPM hehehe. Além disto, possui cerca de 100 milhões de neurônios diretamente conectados com o cérebro e 70% das células de defesa do corpo.
:: Conclusões iniciais do Estudo SIM ::
Os primeiros resultados do SIM Brasil mostram que os problemas gastrointestinais mais comuns são: inchaço, sensação de peso, gases e prisão de ventre, e que impactam todas as classes sociais e regiões do país, sem distinção. Além disso, as participantes da pesquisa consideram o problema angustiante, o que culmina em constrangimento extremo nos níveis pessoal e social.
Ainda, de acordo com as declarações, 72% dos problemas intestinais costumam prevalecer durante semanas, principalmente por conta da dificuldade no uso do banheiro fora de casa. Mas eu não tô nem aí, quando tô com vontade de ir no banheiro eu vou ué, estando na minha casa ou não! #freenúmero2. =P
“Um dos principais dados deste estudo mostra que duas em cada três mulheres brasileiras declaram sofrer de algum tipo de problema intestinal. Ainda, fomos surpreendidos pelo impacto desses problemas na qualidade de vida das mulheres. Esses fatos nos dão a dimensão e a importância da realização deste trabalho”, comenta Guilherme Rodrigues, do Danone Research.
Estima-se que a incidência de constipação intestinal é quatro vezes maior nas mulheres do que nos homens. Isto está diretamente relacionado a questões alimentares e de saúde. Ou seja, se a gente passar a se alimentar corretamente, consumindo fibras e a se hidratar com frequência bebendo muita água, nosso intestino vai funcionar muito bem e aquela sensação toda de inchaço desaparece. Antes de mudar meus hábitos, eu ficava de 3 a 4 dias sem ir ao banheiro, era uma situação bem crítica, mas agora meu intestino funciona como um relóginho, e sei que a alimentação correta teve total influência sobre isso.
O tema, considerado um ‘tabu’, é tão sensível que, mesmo com o médico, o assunto é pouco discutido, uma pena. Uma pesquisa recente, realizada pela TNS Research Market, instituição especializada em levantamento de dados de consumidores, mostrou que 75% das mulheres não mencionam problemas intestinais nas consultas, ainda que sofram de algum desconforto crônico.
“Esta é a primeira vez que uma pesquisa em escala nacional alia avaliação psicológica detalhada ao diagnóstico clínico, relacionando os resultados com o impacto na qualidade de vida das mulheres”, declara Pamela Magalhães, psicóloga consultora do Estudo.
Para mais informações sobre este trabalho, acesse: www.estudosimbrasil.
E vocês, tem algum tipo de problema intestinal? Conta nos comentários!


